Mogi das Cruzes

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Gastronomia

Um Pouco da História

A gastronomia teve seu início na pré-história com o homem primitivo que foi descobrindo que os alimentos poderiam ser modificados, o que primeiramente era consumido cru, após da descoberta do fogo, passou a ser cozido e a partir daí o homem descobriu que poderia modificar o sabor e produzir vários tipos de alimentos.

A idade antiga foi o período dos grandes povos e das grandes festas. Com grandes banquetes para comemorações de vitorias em guerras e datas especiais da família real, o povo egípcio inventou a padaria artística, produzindo pães de diferentes formas. A idade média foi marcada pela força da igreja e a gastronomia seguiu a mesma linha. Foi baseada em vinhos, pães e também eram baseados na cozinha romana. Os monges simplificaram a preparação dos alimentos e enriqueceram a qualidade dos produtos, o peixe foi um alimento muito valorizado, havia um abuso muito grande em especiarias, como pimentas, noz moscada, gengibre e outros.

A idade moderna foi a época das grandes inovações, foi o período do renascimento e da descoberta de novas sensações. A gastronomia, como sempre, acompanha a história. Foram descobertos novos gostos e um marco dessa época foi o cozinheiro de reis Taillevent que escreveu o livro mais antigo de cozinha em francês. Ele ficou famoso pela importância que deu aos molhos engrossados com pão e também pelas receitas de sopa, dentre as quais estavam as de cebola e de mostarda. As especiarias eram muito apreciadas pelos europeus, foi aí onde entrou o Brasil que, por ser rico em especiarias, foi muito explorado. O sorvete foi quem revolucionou a sobremesa da época em meados do século XVII e os franceses descobriram o café e o preparo com mais sofisticação de vários outros pratos.

A idade contemporânea foi onde a gastronomia entrou no caminho do aperfeiçoamento. Nessa época a França passou por dois períodos distintos: um durante Napoleão Bonaparte que detestava o requinte da comida francesa e preferia a comida italiana e o outro período foi o pós-Bonaparte, onde a França passou por um período chamado de restauração, voltando o requinte da culinária francesa. Foi nessa época que os menus começaram a invadir os restaurantes da Europa cada vez mais luxuosos e artísticos, com o intuito de informar aos clientes o que havia para comer e beber. Nessa fase, os chefs de cozinha passaram a trabalhar em restaurantes ou a abrir as suas próprias casas, pois tinham perdido seus empregos nos palácios da nobreza, já que ela ficou enfraquecida após a revolução. Tudo isso, aliado a revolução francesa, fez nascer a cozinha burguesa, que misturava os aromas do campo com a elegância da alta gastronomia, combinando a gastronomia da terra com a gastronomia de laboratório. Após a restauração veio uma grande crise na economia francesa que afetou também a gastronomia, fazendo com que pequenos cafés e restaurantes fechassem as portas e, apesar da crise, esse período foi marcado pela atuação de grandes gourmets, cozinheiros e escritores da mesa. Um deles foi o Grimod de La Raynière que inventou um tipo de serviço que aqui no Brasil é chamado de serviço à francesa. Outra grande celebridade da mesa foi Anthelme Brillat-Savarin, um grande filósofo da mesa tendo elaborado normas que o tornaram famoso. A culinária francesa atingiu seu apogeu no final do século XIX com a criação da escola de ensino da cozinha francesa Le Cordon Bleu, reconhecida em todo o mundo e hoje possui filiais em vários países. A partir daí, a cozinha se internacionalizou e passou a ser modificada internacionalmente.

A história da gastronomia no Brasil começa a ser contada a partir do momento em que os portugueses chegam ao país e passaram a ter os primeiros contatos com os índios. Eles tinham sua própria culinária e totalmente diferente do que os portugueses conheciam. Uma culinária baseada em frutos da terra como o milho, o feijão, a fava, a mandioca, a goiaba. Foi da mandioca que eles retiravam seu principal alimento que era a farinha. Há relatos de que a farinha era totalmente indispensável na culinária indígena, o feijão e a fava não eram muito apreciados na alimentação e se consumia muito amendoim de todas as formas, tanto cru como assado, como cozido. O índio no Brasil de 1500, assim como o homem pré-histórico, não tinha uma hora exata para comer, assim como os europeus. Eles preferiam o alimento assado ou tostado ou muito mais do que cozido. As bebidas indígenas eram sempre aquecidas antes de serem ingeridas.

A colonização do Brasil culminou com o nascimento da cozinha brasileira. Essa cozinha é resultado da mistura de três povos;:os portugueses, os africanos e os indígenas. A mistura dessas três culinárias formou a culinária brasileira, a farinha um prato típico indígena foi nacionalizado pelos portugueses, alguns pratos já existentes no Brasil foram incorporados à cultura negra recém-chegada no Brasil.  Após a independência do Brasil de Portugal, a cozinha brasileira se afirmou. A cachaça foi uma grande animadora dos encontros anti-Portugal, a produção de café ia crescendo cada vez mais, a culinária italiana foi outra que teve muita influência na culinária brasileira devido a grande entrada de italianos no período do café. A partir daí a culinária brasileira foi se consolidando, buscando um detalhe em cada país e se transformou nessa culinária riquíssima de hoje em dia.

A gastronomia na atualidade é de modo geral bem parecida, pois todo o mundo tem acesso a tudo que o outro faz. Com o advento das multinacionais, das grandes redes de produtos alimentícios levando as mesmas receitas para todas as partes do mundo, consolidou-se a globalização gastronômica. Já as cozinhas regionais tentam, mesmo com a globalização, preservar o que lhe é peculiar, pois é isso que os faz diferentes do resto do mundo. Cada lugar tem a sua cozinha regional com peculiaridades inerentes a elas.

No Brasil não é diferente. Por ter tamanho continental, é um país que possui diversos tipos de culinárias espalhadas pelas suas distantes regiões. Existem três grandes tendências como já foi dito: a tendência portuguesa, a indígena e a tendência africana. Em todo o país se tem características peculiares, mas apenas as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro possuem uma maior influência estrangeira.

O chef é o grande artista do fogão nos dias atuais. Ele é o responsável por produzir as delícias que atraem as pessoas a provar diferentes sabores.